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terça-feira, 4 de junho de 2013

Clube estaria perdendo promessas por causa do FGTS

Notícia veiculada na noite no sítio Galáticos online desta segunda dá conta que o Bahia estaria perdendo os direitos sobre 3 jogadores das divisões de base. Seriam eles Maracás, Ítalo Melo e Alef. Segue a íntegra da reportagem:
"GRAVE! BAHIA PERDE 3 JOGADORES POR NÃO PAGAR FGTS
Por negligência, o Bahia acaba de sofrer baixas em seu maior patrimônio: o atleta profissional. O time vai perder, ao mesmo tempo, três jogadores de muito futuro e que poderiam gerar lucro aos cofres do clube em pouco tempo. São eles: o zagueiro Maracás, o lateral Alef e o meia atacante Italo Melo. Os três ingressaram com ações na justiça do trabalho pelo atraso no FGTS alegando a demissão indireta, prevista na legislação.
O lateral direito Alef, com três meses de FGTS em atraso, já obteve a liminar concedendo a liberdade contratual. Não pertence mais ao Bahia. O jogador tem mais de 20 convocações para as Seleções de base do Brasil.
O zagueiro Maracás, do time Junior, também com FGTS atrasado, entrou com ação e o juiz deu ao Bahia 48 horas para apresentar a documentação comprovando o pagamento, o que não acontecerá, pois os valores não foram depositados na Caixa Econômica Federal.
Finalmente, o meia-atacante Italo Melo, jovem destaque, integrado ao time principal, com 11 meses de atraso no FGTS, ingressou com a mesma ação que os demais e aguarda o Bahia se pronunciar para obter a liminar concedendo a liberação definitiva do clube. Como o Bahia não tem como comprovar o pagamento, vai perder o atleta.
A estimativa é de que o Bahia tenha perdido cerca de R$ 15 milhões a preço de hoje. Para se ter uma ideia, o lateral Mansur, hoje no Vitória, também obteve liberação judicial e está avaliado em R$ 9 milhões pela direção rubro negra."
Na página oficial do clube não há nenhuma nota tratando do assunto mas, o histórico recente de perda de talentos por falta de pagamento de salários ou diretos trabalhistas deixa a torcida tricolor preocupada, principalmente quando observa-se que alguns desses jogadores que saíram hoje são titulares em seus times atuais e até mesmo marcaram contra o Bahia quando o enfrentaram.
Esperamos na manhã desta terça que tudo seja esclarecido e que não tenha passado de um desencontro de informações.

domingo, 2 de junho de 2013

Equipe alcança feito só obtido na Libertadores-89

Ao vencer o Internacional neste domingo, em Caxias do Sul, o Bahia conseguiu um feito inédito: nunca, em toda a história do Campeonato Brasileiro, havia vencido o adversário fora de casa. Isso só tinha acontecido uma vez, pela Taça Libertadores de 1989, na mesma semana em que o Esquadrão conquistou o país pela segunda vez, em Porto Alegre.
Se o jogo do bi de 88 acabou empatado sem gols, aquela partida terminaria com triunfo do Bahia por 2 a 1. No duelo de volta, em Salvador, demos 1 a 0. Relembre:
O resultado de agora também foi apenas o terceiro triunfo do Bahia sobre o Inter em Brasileiros. Desde 1968, ainda pelo antigo formato do campeonato, haviam sido 32 jogos e o Tricolor tinha perdido 18, empatado 12 e vencido em apenas duas oportunidades.
A primeira, inesquecível para a Nação, foi o 2 a 1 de virada na Fonte pela ida da decisão do Brasileiro de 88. Depois de sofrer um gol de Leomir aos 19 do primeiro tempo, o Esquadrão virou com dois gols de Bobô e dali rumou para conquistar mais uma estrela dourada em POA.
Na segunda, muitos torcedores não eram nem nascidos naquele 11 de novembro de 90. O cenário novamente foi a Fonte e o placar de 2 a 1 se repetiu, mas dessa vez o protagonista foi o artilheiro Charles, que abriu o placar aos 5 do segundo tempo e completou aos 37.
De lá para cá, até antes deste domingo, ocorreram 17 jogos pelo Nacional, com seis empates e onze derrotas.
Também foram realizados dois duelos pela Copa do Brasil, em 1994. Depois de ser derrotado por 1 a 0 fora, o Bahia precisava vencer por dois ou mais gols de diferença para se classificar. Abrimos 2 a 0 com Serginho e Marcelo Ramos, mas permitimos a virada do Inter, que chegou a fazer 4 a 2. Uéslei, Marcelo e Raudinei reverteram o placar, fazendo 5 a 4 já no minuto final.

Cristóvão elogia e afirma que equipe teve atitude

De Maurício Naiberg, para o Bahia Notícias:
 "O técnico do Bahia, Cristóvão Borges, elogiou seu time após o triunfo de 2 x 1 sobre o Internacional nesta noite de domingo, fora de casa, em partida válida pela terceira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Para ele, o grupo precisava tomar uma atitude depois de vários problemas nas últimas semanas.
- Precisávamos tomar uma atitude e acho que nesta noite o resultado foi merecido, diante de um grande adversário. Este grupo estava precisando disso. Eles suportaram a pressão e para nós foi importantíssima essa vitória – afirmou.
De acordo com ele, a comissão técnica tricolor procurou trabalhar o lado psicológico do elenco.
- Claro que acompanhei alguns resultados antes de chegar ao clube. A equipe estava abalada psicologicamente e começamos a trabalhar essa recuperação. A resposta eles demonstram em campo – falou."

Bahia faz milagre e Nação festeja com Fora MGF

Quem diria, mas o Bahia voltou a vencer. Mais: derrotou o Inter dentro do Rio Grande do Sul. E, com o resultado, pulou para a 10ª posição do Campeonato Brasileiro, com quatro pontos em três jogos. O triunfo por 2 a 1 foi conquistado graças a gols dos atacantes Ryder e Fernandão.
Apesar do resultado positivo, os torcedores presentes festejaram com cartazes de "Fora MGF", em referência ao presidente Marcelo Guimarães Filho, responsável pela crise vivida dentro e fora de campo pelo Tricolor. Confira o relato da partida do Globoesporte.com:
Foto: Divulgação
"Foi uma noite para inverter toda e qualquer lógica. A temperatura ferveu em campo na fria serra gaúcha. O time antes desprovido de pontaria marcou dois belos gols, e quem jamais conhecera insucesso jogando em casa na temporada e diante deste rival no Brasileirão desde 1990 precisou conviver com tais dissabores. Assim, num domingo de reviravoltas, o Bahia surpreendeu e aplicou 2 a 1 no Internacional, que, em oito jogos, só havia empatado um no estádio Centenário, em Caxias do Sul, sua morada provisória até o Beira-Rio se aprontar para a Copa de 2014.
Nada se deu, no entanto, sem muita pressão, chances perdidas e nervos aflorados. Segurar o ímpeto colorado no Rio Grande do Sul é desafio para poucos, mas valeu mais três pontos ao baianos, que, com os gols de Ryder e Fernandão (Forlán descontou) se afastam da zona de rebaixamento após a terceira rodada do Brasileirão - ficam em décimo, com quatro pontos e, na quarta-feira, recebe o Botafogo.
Já o Inter perdeu mais do que o jogo e a invencibilidade. Deixou escapar a chance de permanecer no G-4. É o nono, com quatro pontos e, também na quarta, pode se recuperar fora de casa, diante da Portuguesa.
Inter nervoso, Bahia competente
O Bahia repetiu o time do empate sem gols contra o Coritiba, mas não poderia reprisar a atuação. Com apenas um ponto e um gol em duas partidas, era hora de reagir. Mesmo que fosse bem longe de casa, no canto oposto do mapa, num frio pouco comum aos nordestinos: gélidos 12ºC. Ficou menos difícil a tarefa ao deparar com um Inter, embora em boa fase, surpreendentemente nervoso, cometendo faltas desnecessárias e errando passes em escala industrial. Com nove minutos, Gabriel já era amarelado. Logo depois, Ryder se aproveita da inércia vermelha e arrisca de fora da área. Golaço: 1 a 0.

Os quase 6 mil valentes colorados que enfrentaram a baixa temperatura no duro cimento do Centenário usaram o gol contra como combustível. O apoio, no entanto, pouco surtiu efeito em campo. Embora a pressão, a grande chance não surgiu. Rafael Moura chutou com relativo perigo, aos 25. E Forlán, em mais um de suas tantas tentativas de marcar um gol olímpico, chegou a enganar parte dos fãs que viram a bola roçar a rede, mas por fora. Perigoso mesmo foi o Bahia, que só não aumentou nos contragolpes por pura imperícia de seus avantes, vacilantes no momento do último passe.
Gols, pressão e surpresa na Serra
O roteiro do segundo tempo começou fiel à etapa inicial. O Centenário era testemunha de um Inter robusto, forte no ataque, mas sem finalizações. Já o Bahia... Aos 10, Jussandro cruzou para Fernandão, que cabeceou para milagre de Muriel. Que não conseguiu repetir a façanha cinco minutos depois. Em sobra de escanteio, Fernandão fuzilou e decretou o antes impensável 2 a 0. Assim como ocorrera no primeiro tempo, a torcida colorada não esmoreceu. Menos mal que, desta vez, o time correspondeu.
Aos 19, a zaga do Bahia parou e permitiu o ingresso livre de Forlán, que descontou, numa justa recompensa ao, de longe, jogador mais esforçado do time gaúcho - era sua "despedida", antes de ir ao Uruguai para a Copa das Confederações. O gol esquentou a noite fria na Serra e acirrou ainda mais o ânimo de uma partida tensa, repleta de reclamações de muito trabalho para o árbitro paranaense Edivaldo Elias da Silva. A pressão virou massacre, quase 70% de posse de bola aos mandantes. Mas o que conta não é posse, é gol. E, nesse quesito, o antes ineficiente Bahia inverteu a lógica das rodadas iniciais e foi superior. O Brasileirão mal começou, mas já tratou de pregar suas peças."