Em longa entrevista entrevista cedida à rádio Itapoan FM na noite desta quinta-feira, o presidente da torcida organizada Bamor, Jorge Alberto, afirmou que as relações entre o clube e a torcida estão cortadas e que pretende lançar uma chapa para concorrer nas eleições de 2014. A Bamor não foi ao clássico desta quarta-feira com objetivo de protestar contra Fernando Schmidt e a equipe que comanda o clube.
"Não queremos mais diálogo nenhum com o clube. Vamos ser independentes e na próxima eleição vamos montar nossa chapa. Vamos ter um candidato que não é oportunista, ligado a partido político. Não sou preparado para ser o candidato, mas vou me preparar e poderá ou não ser eu. Tenho minha chapa já montada, e tem gente grande nela", disse Jorge.
Segundo o publicitário, a torcida vem sendo ajudada por empresas que também fazem parte da lista de patrocinadores do clube. “Eles nos pagam através de ingressos e materiais. Em troca, fazemos ações promocionais com a marca deles”, entregou.
Sobre a atitude da diretoria de cortar a doação de ingressos para as organizadas, Jorge disse não ter entendido, voltou a insinuar que a direção atual estaria divulgando informações incorretas e desafiou a equipe de Fernando Schmidt a provar.
“Nunca fui ao clube pegar ingresso, recebíamos através de patrocinadores. Quero que eles provem que a Bamor recebia essa quantidade de ingressos, vão ter que provar, ou entro com uma ação contra o clube.”
“Eu mesmo sou torcedor TOB, pago quatro TOBs na minha casa, para ajudar o clube. Já dei muito ao clube, já ajudei muito o Bahia", afirmou.
Jorge ainda se queixou de uma parcela de torcedores que acessam as redes sociais e disse que não leva em consideração as críticas vindas de determinados setores.
“Eles insistem em atacar a Bamor. Muitos deles nem moram em Salvador e não fizeram nenhum pouquinho do que eu e a Bamor fizemos pelo Bahia nesses anos todos. Não estamos nem um pouco preocupados com a opinião deles, a Bamor não esteve no estádio por causa de uma falta de consideração, de respeito a torcida mais antiga que sempre acompanhou o Bahia em qualquer estádio", falou.
Antes de finalizar, Jorge negou que tenha tido relações com o antigo presidente, declarou que apoiou Fernando Schmidt e que se sente traído pelo atual mandatário.
"Nós, na época da eleição do Marcelinho, tínhamos fechado apoio a Ademir Ismerin, mas ele desistiu da candidatura. E decidimos não apoiar o Marcelinho. Depois que ele foi eleito, nos procurou e pediu para apoiar sua gestão. Nós aceitamos, como todas as torcidas e torcedores comuns aceitaram. E fomos a favor da sua saída agora, apoiamos o Schimidt, que nos comunicou que faria uma coisa e depois fez outra para agradar esses torcedores que tentam denegrir a imagem da Bamor".

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